Vento que Rouba…

Posted: Junho 15, 2011 in Uncategorized

São duros os dias, as noites, é duro o passar do tempo pelo corpo, dói que se farta, dói que mata aos poucos, que mata docemente, sem aviso, desprovido de clemência, atroz, tempos dificeis vêm por ai, tempos em que a unica coisa que se avizinha não é mais que a negação da existência, tempos em que não consigo defender-me da minha integridade mental, dela só espero mediocridade e oportunismo pela fraqueza de estar vivo.
Basta acordar para sentir a expressão superior do meu desprezo por mim, sobra-me este espirito invulgar de não conseguir analisar, de estar no meio de coisa nenhuma, entre um cigarro passo pelo tempo, entre palavras que perfilo, evoco transparências cegas, fielmente reproduzidas no sentido inverso á razão.
Sigo em prosa comigo próprio, preciso balbuciar algo que não sai, algo a que entregue o meu estado de espirito de demência á boa vida, ao desemprego, ao destino.

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