O PRÉDIO

Posted: Junho 15, 2011 in Uncategorized

Fico á janela vendo as flores murcharem, vendo o pólen das noites sábias invadindo o meu corpo.

Fico á janela em código comigo próprio, vendo escuridão na luz da vida, vendo o batom da condenação alheia aproveitando este estado semi-sexual entre mim e a certeza do errado.

Daqui amplio o reflexo da lua no mar, num fluxo constante entre o céu e o mar, acredito em tudo e em nada, principalmente em nada e em tudo, certeza da irracionalidade do ser enquanto alma viva, vejo crescer erva ruim á minha volta. Daqui desta janela, vejo quase tudo, não fora o prédio da mágoa tapar parte de tudo, via mesmo tudo, vindimou-me parte da vista, tornou sonhos em pesadelos, tapou o sol, só me resta mesmo a lua.

Um dia se tiver fôlego subirei essas escadas íngremes, e lá de cima tentarei ver tudo novamente…..

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