ESTAR

Posted: Junho 15, 2011 in Uncategorized

Um dos mal-entendidos da vida é não dominar a noção de viver, na verdade acontece muitas vezes, acreditarmos em algo pouco provável, pouco plausível, de pouco credível.

Fazemos da vida um acesso aos corredores do pensamento, sem nexo nem critério, como se perdidos nos tornássemos, porem nela se encontram verdadeiros achados, verdadeiros sofás da liberdade interior, verdadeiras máquinas de tempos livres, onde homem e mecânica se juntam em aconchegos permanentes de ternura.

Rainha de xadrez, bola branca de bilhar, cobiça de intelectuais, objecto de consumo, soube a vida transformar o homem em ser fácil de manobrar, de confundir, de predispor o espírito para a banalidade, indeferindo o universo, tornando-o infinito por entre galerias hexagonais, com poços de ventilação, cercados por situações, encobertos por sanitários de inteligência onde mija o comum dos mortais.

Como tripés da inteligência, páginas de sons envolvem as pautas dos curiosos decifradores de memórias perdidas, de dialectos em que o que conta é o momento, o conteúdo do momento, pesquisadores da altura, do imediato, exemplos da hora do minuto, do segundo, correndo riscos incessantes de se transformarem noutros curiosos coerentes com eles próprios, com a razão de ser de ter, conceito ilegal de sábios estar
permanente, real, plausível, palpável, é viver….

 

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