As Palavras

Posted: Junho 15, 2011 in Uncategorized
As palavras que não dizemos.
As melhores, aquelas que cada um interpreta da maneira que quer, aquelas de pensamento livre, democrático, dúbio, ambíguo, prisioneiras nas mentes dos outros, reféns do Cérebro alheio, limitadas a pensamentos mesquinhos, nulas, silenciosas, as melhores.
O Homem comum, é certeiro quando dispara palavras aos alvos, inquirido numa rua qualquer, acerca de um assunto qualquer, diz o que lhe vai na alma, mas no fim de terminar a intervenção, instalasse-lhe a revolta pelo que não disse, mas aquilo que não compreende é que quem o ouviu, entendeu tudo aquilo que não disse, que gostaria de ter dito e que agora, fluidamente, se lembra. É a triste realidade dos textos que nunca foram escritos, dos que não pagam a assessores, dos que, à pressa, falam palavras que não são deles e que à primeira vez que são obrigados a dizer o que lhes vai na alma, dizem mal, coisas que ninguém percebe, mas quem os ouve não entende, nem subentende mais nada, para estes as palavras que espontaneamente dizem são as piores.

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